Alfabetização na Educação Especial: saiba como se especializar

5 Minutos de Leitura
Read Time7 Minute, 6 Second

A escola tem um papel muito importante na alfabetização de crianças especiais. Pois, o ambiente escolar é o local de formação destes indivíduos. É onde eles são preparados para lidar com pessoas e situações em diferentes contextos.

E quando se trata de crianças especiais a escola ganha um papel ainda mais fundamental, contribuindo para a integração desses meninos e meninas no convívio social, acima de suas dificuldades pessoais.

Muitos pais de crianças com necessidades especiais se deparam com desafios para conseguir matricular seus filhos em escolas de ensino regular. Falta de vagas e estrutura inadequada estão entre os principais problemas.

Se você possui interesse na área da Educação Especial, continue lendo nosso texto, pois nele contêm informações importantes para quem quer se especializar no ensino de crianças especiais.

Sobre a Educação Inclusiva

A Educação inclusiva compreende a Educação especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos. Ela favorece a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.

São diversas as adaptações necessárias para que as escolas possam prestar uma educação inclusiva de qualidade. Dentre elas, a presença de profissionais capacitados para ensinar e lidar com as crianças. Entretanto, a oferta de tais profissionais ainda é pequena quando se trata da alfabetização de crianças especiais, principalmente no que se diz sobre cidades afastadas dos grandes centros urbanos.

Isso dificulta o aumento de oferta de vagas para estas crianças, que acabam ficando centralizadas em determinadas cidades. Para tentar driblar esta dificuldade, alguns pais criaram páginas na internet que fornecem informações sobre escolas capacitadas para a alfabetização de crianças especiais.

Nesses fóruns, eles trocam experiências sobre todo o processo de matrícula do aluno, facilitando a distribuição de informações para aqueles que não tiverem acesso. E também conversam sobre os métodos de ensino e a qualidade da estrutura fornecida nas escolas, informações importantes para a garantia de um ensino inclusivo de qualidade.

Métodos de ensino utilizados

Além de oferecer vagas específicas para alunos com necessidades especiais, é necessário também que a escola tenha a estrutura adequada para fornecer uma educação de qualidade a estes indivíduos.

A criação de projeto pedagógico inclusivo, pode garantir a qualidade de ensino. Por meio dele, os professores e demais funcionários poderão se guiar, durante todo o processo educacional dessas crianças e jovens. O que irá contribuir para definir quais as alterações e atividades a serem realizadas para que o ambiente escolar inclua estas crianças.

Alguns métodos são utilizados de forma a adaptar as atividades da sala de aula para atender a alfabetização de crianças especiais. Transformar alguns textos em imagens, para que a criança possa relacionar a palavra ao objeto. Utilizar brincadeiras como maneiras de facilitar o aprendizado das crianças. São algumas atitudes que podem transformar o ambiente escolar em um lugar para todos.

Outro exemplo de ação que torna o ambiente escolar mais acessível é a presença de monitores preparados para lidar com esses alunos. Assim, eles recebem o apoio quando necessário dentro e fora da sala de aula, não sendo deixados de lado em atividades que muitas vezes não conseguem realizar sozinhos.

Como formar redes de apoio à Educação inclusiva

Os sistemas de apoio começam na própria escola, na equipe e na gestão escolar. O aluno com necessidades especiais não é visto como responsabilidade unicamente do professor, mas de todos os participantes do processo educacional.

A direção e a coordenação pedagógica devem organizar momentos para que os professores possam manifestar suas dúvidas e angústias. Ao legitimar as necessidades dos docentes, a equipe gestora pode organizar espaços para o acompanhamento dos alunos; compartilhar entre a equipe os relatos das condições de aprendizagens, das situações da sala de aula e discutir estratégias ou possibilidades para o enfrentamento dos desafios. Essas ações produzem assuntos para estudo e pesquisa que colaboram para a formação continuada dos educadores.

A família compõe a rede de apoio como a instituição primeira e significativamente importante para a escolarização dos alunos. É a fonte de informações para o professor sobre as necessidades específicas da criança. É essencial que se estabeleça uma relação de confiança e cooperação entre a escola e a família, pois esse vínculo favorecerá o desenvolvimento da criança.

Profissionais da área de saúde que trabalham com o aluno, como fisioterapeutas, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos ou médicos, também compõem a rede. Esses profissionais poderão esclarecer as necessidades de crianças e jovens e sugerir, ao professor, alternativas para o atendimento dessas necessidades.

Na perspectiva da Educação inclusiva, os apoios centrais reúnem os serviços da Educação especial e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). São esses os novos recursos que precisam ser incorporados à escola. O aluno tem direito de frequentar o AEE no período oposto às aulas.

O sistema público tem organizado salas multifuncionais ou salas de apoio, na própria escola ou em instituições conveniadas, com o objetivo de oferecer recursos de acessibilidade e estratégias para eliminar as barreiras, favorecendo a plena participação social e o desenvolvimento da aprendizagem.

Art. 1º. Para a implementação do Decreto no 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos; Art. 2º. O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem; Parágrafo Único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de acessibilidade na Educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos transportes e dos demais serviços. (CNB/CNE, 2009).

Como se especializar na área?

Existem vários cursos que permitem a qualificação dos profissionais em educação inclusiva. Eles ensinam formas de adaptar os métodos tradicionais de ensino, com o objetivo de incluir as crianças nas atividades em sala e, ao mesmo tempo, facilitar o seu aprendizado por meio de técnicas personalizadas.

Nas especializações, os profissionais na educação aprendem também a atender as individualidades de cada criança. Colocam em prática métodos de ensinos personalizados e inclusivos, voltados para atender a necessidade de cada indivíduo. Não excluindo nenhuma criança das atividades e do ambiente escolar, uma das principais diretrizes da educação inclusiva.

Através da qualificação profissional, que os educadores poderão entender as crianças especiais de modo mais aprofundado, que vai além dos olhos de um adulto. Com isso, aprendem também informações sobre as possíveis deficiências e dificuldades de cada criança. O que ajuda na desconstrução de preconceitos e informações incorretas sobre diversas doenças, que estão enraizadas no meio comum.

Além disso, a presença de professores capacitados na alfabetização de crianças especiais garante que estas possam dar continuidade ao seu ensino conforme o seu desenvolvimento. Sem precisar interromper as suas atividades de acordo com o nível acadêmica, já que ela será capaz de acompanhar seus companheiros de sala através de atividades personalizadas.

Fonte: Portal MEC  / Site Nova Escola 

Conheça os cursos de Pós-graduação em Educação Inclusiva e Especial e Atendimento Educacional Especializado (AEE) do Instituto INE.

Curta a página do Instituto INE no Facebook e fique por dentro das principais notícias sobre o mundo da educação.

0 0
Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleppy
Sleppy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Deixar Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *