Psicopedagogia: tratando a dislexia para o desenvolvimento infantil

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A pós-graduação em Psicopedagogia é o caminho para quem está disposto a lidar com a diversidade intelectual, buscando diferentes formas de estimular o aprendizado.

É papel do psicopedagogo detectar as dificuldades dos alunos no processo de aprendizagem e propor alternativas que contribuem com o desenvolvimento da criança, auxiliando sua inclusão social e escolar.

Esse profissional lidará recorrentemente com crianças que possam apresentar alguns transtornos de aprendizagem, como hiperatividade, transtorno de déficit de atenção (TDA), discalculia e a dislexia, ajudando-o a superar seu déficit de atenção.

Entre esses transtornos, a dislexia é um dos mais comuns, afetando milhares de crianças. Segundo a Associação Brasileira de Dislexia, de 0,5% a 17% da população mundial apresentam esse transtorno, atingindo uma a cada cinco crianças.

A dislexia aparece quando o aluno passa a apresentar um rendimento inferior da sua leitura, em relação ao esperado para a sua idade. O desafio de alfabetizar crianças que apresentam dislexia é fazê-las vencer a dificuldade de associar fonemas e grafemas de forma automática. Isso porque elas não absorvem com tanta facilidade as unidades linguísticas.

O aprendizado da leitura acontece pela associação de signos. Quando a criança começa a ler, ela aprende que a linguagem acontece pela formação de palavras, que por sua vez são compostas por sílabas, e as silabas por fonemas.

No aprendizado, esse processo passa a acontecer de forma automática, levando a pessoa a fazer uma leitura mais fluente e com maior compreensão.

As letras dançam

O filme “Como estrelas na terra – Toda criança é especial” aborda esse assunto de uma forma muito peculiar. Conta a história de Ishaan Awasthi, um garoto de 9 anos que possui dislexia e sofre discriminação tanto na escola como em casa, pelo fato das pessoas não identificarem que ele apresenta esse transtorno e lidam com a sua dificuldade como se ele fosse bagunceiro e preguiçoso.

Para Ishaan, as letras dançam em sua frente, tendo dificuldade de acompanhar as aulas e de focar sua atenção.

Quando o novo professor de artes chega, percebe que tem algo de errado com Ishaan, descobrindo sua dislexia. A partir daí o professor passa a se dedicar ao aluno, tentando motivá-lo e resgatar sua confiança.

Vale à pena assistir “Como estrelas na terra”, pois o filme mostra como que a dislexia também é um problema social e emocional, devido à má compreensão daqueles que convivem com pessoas disléxicas, nos obrigando a repensar sobre o nosso papel enquanto educadores e agentes transformadores.

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Como lidar com a dislexia?

Alunos disléxicos possuem dificuldade em lembrar números, cores, nome das letras, cálculos, trocam fonemas e outros fatorem que afetam o rendimento do aprendizado.

Diante desse desafio, é importante ressaltar que todo esforço é válido para ensinar um aluno com dislexia, usando métodos adequado e mais eficientes e juntando família e escola para um resultado mais preciso.

Ao identificar esse distúrbio, é preciso tentar entender a maneira como esse aluno aprende, destacando a identificação de sons, motivando-o a ler em voz alta com um adulto, para corrigi-lo quantas vezes for preciso, sem subestimar a sua habilidade.
O estímulo e o reconhecimento de suas conquistas são fundamentais para se tornarem mais confiantes, ajudando-os a criarem táticas para a sua progressão. Também é importante respeitar o ritmo do aluno com dislexia, sempre afirmar que é inteligente, incentivar a autoconfiança e evitar situações que possam constrangê-lo diante de seus colegas de sala

Gostou de saber como o profissional de psicopedagogia trabalha e pode ajudar pessoas com déficit de atenção? Para saber mais sobre o curso:

Psicopedagogia Institucional

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