BNCC: Confira agora as 10 principais competências da Base Nacional Comum Curricular

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[vc_row][vc_column][vc_column_text]A educação é peça chave para o desenvolvimento da sociedade e do país. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento elaborado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). Ele define um conjunto de aprendizagens essenciais que todos os alunos têm direito, independente de estudar em escola pública ou privada.

O objetivo da BNCC é proporcionar igualdade de conhecimento para toda a população, dando o norte necessário para que as instituições de educação possam elaborar sua grade curricular e projeto pedagógico. Assim, a BNCC tenta criar um compasso entre a educação brasileira e as demandas do século XXI.

A BNCC também busca orientar políticas para a formação de professores, produção de material didático e avaliação. Dessa forma, se torna um instrumento para a promoção da equidade na educação, definindo as aprendizagens essenciais e políticas educacionais que serão implementadas em todas as escolas do Brasil.

Esse documento terá um papel decisivo na formação integral dos cidadãos e na construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.  A BNCC já está em sua versão final, passando agora pelo último processo de sugestões.

As contribuições para a BNCC poderão ser feitas até o dia 29 de agosto. Quem quiser acessar a BNCC na íntegra basta clicar aqui. Caso queira fazer alguma contribuição ao documento, clique aqui.

O que muda com a BNCC

A Base Nacional Comum Curricular passou por um longo e amplo processo de debate. Ela foi discutida por 4 anos, em todos os estados e regiões, antes de ser aprovada em dezembro de 2017.

Como o próprio nome sugere, a BNCC é uma base para levar equidade em relação à educação que todos recebem. Já teve sua aprovação para a Educação Infantil e para o Ensino Fundamental, e até o fim de 2018 também sairá a aprovação para o Ensino Médio.

A partir do que foi estabelecido pela BNCC, cada secretaria estadual e municipal, juntamente com as escolas, deverão pegar esse documento e trabalhar em cima dele para adequar à cultura local, discutindo e refletindo sobre o que é necessário acrescentar nesse currículo.

Esse é o desafio que a BNCC traz: saber questionar quais são os valores, crenças e missão da escola enquanto formadora de cidadãos. Os municípios devem pensar em quais diretrizes curriculares irão nortear a formação de seus cidadãos.

A educação integral proposta pela BNCC

A partir da implantação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a educação no Brasil passa a ter a concepção do que chamamos de educação integral, diferente da educação em tempo integral.

Com isso, o nosso modelo de educação passará a contemplar todas as dimensões do desenvolvimento humano. Ou seja, passará a considerar não só a parte cognitiva, acadêmica e intelectual, como também o desenvolvimento físico, social, emocional e cultural no processo de aprendizagem.

Para desenvolver todos esses elementos, a ideia é que os currículos escolares passem a ter foco no desenvolvimento de conhecimentos, habilidade e atitudes. Não basta o aluno saber apenas o conteúdo teórico, é preciso motivá-lo  a desenvolver a capacidade de aplicar esse conhecimento.

Só assim eles poderão desenvolver atitudes positivas para que essas habilidades resultem em um preparo maior para a vida.

As 10 principais competências da BNCC

A ideia da implantação da educação integral parte do desenvolvimentos das chamadas competências gerais, com o intuito de estimular no alunos a capacidade de escutar, de expressar suas ideias com clareza e desenvolver opiniões com base em argumentos concretos.

Mas o que são essas competências gerais? – Elas representam um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que precisam ser desenvolvidos e que estão conectados aos desafios que a vida oferece a todos.

Primeira competência

Refere-se justamente aos conhecimentos e como se desenvolve os diversos conhecimentos sobre o mundo físico, digital, da matemática, da ciências humanas, sociais e como os alunos podem se apropriar desse conhecimento já produzido pela sociedade.

Segunda competência

Fala do pensamento científico, crítico e criativo, englobando o desenvolvimento do pensamento de forma que passe pela teoria, pela crítica e por novas ideias e soluções à partir desse pensamento.

Terceira competência

Está ligada ao repertório cultural. O quanto é importante para os estudantes terem acesso à arte, à música, à dança e ao teatro, não só usufruindo mas também sendo produtores de arte e cultura.

Quarta competência

É sobre a capacidade de comunicação, estimulando os estudantes a serem capazes de escutar, compreender e argumentar, sabendo expressar suas ideias, sentimentos e opiniões e usando as múltiplas mídias, como o rádio e o blog.

Quinta competência

Diz respeito ao desenvolvimento da cultura digital,  tendo a capacidade de desenvolver o conhecimento sobre o mundo da tecnologia e saber lidar com as ferramentas tecnológicas de maneira crítica e ética, não apenas reproduzindo o que se vê sem saber a procedência, mas entendendo como as tecnologias são programadas e buscando fazer o melhor uso delas.

Sexta competência

Tem a ver com a capacidade de argumentação. Busca trabalhar os fundamentos que embasam as opiniões transmitidas, com noções reais e não especulativas, trazendo os elementos, as evidências e os dados necessários para um bom argumento, de forma ética e que não fira os direitos humanos.

Sétima competência

Refere-se à capacidade de gerir e desenvolver projetos da vida pessoal, acadêmica e profissional, estabelecendo metas, disciplina, resiliência e persistência, para que tenha propósito na vida.

Oitava competência

É voltada para promover o autoconhecimento e autocuidado, tendo um caráter mais íntimo. Busca promover o conhecimento de suas emoções, do seu corpo, o discernimento para evitar situações de risco, cuidar de sua saúde, de sua alimentação e buscando ter qualidade de vida.

Nona competência

Fala do desenvolvimento social. Refere-se ao empoderamento de seus direitos e deveres, conhecer o mundo em que vive e ser agente de transformação dessa realidade. Dessa forma, estimula o exercício da cidadania com responsabilidade, sendo solidário e preocupando-se com a sustentabilidade.

Décima competência

Trata do desenvolvimento da autonomia. Ou seja, a capacidade que vai sendo desenvolvida gradualmente ao longo da educação básica, para que os alunos possam desenvolver sua determinação e realizarem todo o potencial que trazem consigo.

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O propósito dessas competências é tentar relacioná-las com cada componente curricular, pois são capacidades que precisam ser desenvolvidas ao longo de todo o conhecimento da educação básica.

Os educadores terão o desafio de dialogar suas matérias convencionais com cada um desses elementos, principalmente as competências de autoconhecimento, de colaboração e da capacidade de gerir emoções, pois serão trabalhadas e de acordo com a prática pedagógica adotada.

O interessante é oferecer aos alunos a oportunidade de exercer essas competências, que irão variar de acordo com a personalidade de cada um.

Essas competências fazem um convite para os educadores pensarem sobre práticas pedagógicas mais interdisciplinares e participativas, que ofereçam todas essas condições não só para os alunos desenvolverem seu intelecto, mas todas as suas potências.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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