Educação Infantil no Brasil: inspirações para superar os desafios

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Se você trabalha com Educação Infantil no Brasil sabe que a área já teve melhorias, mas ainda apresenta diversos desafios que devem ser enfrentados pelos profissionais.

Há vários debates sobre a área que envolvem as práticas pedagógicas e um dos principais é sobre qual orientação adotar no trabalho realizado com crianças em creches e quais ações devem ser realizadas com elas para manter a continuidade na aprendizagem e no desenvolvimento.

Lei sobre Educação Infantil no Brasil

Para melhorar a orientação sobre essas questões, o Ministério da Educação (MEC) lançou as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil.

Nesse sentido, elas apresentam a definição de Educação Infantil no Brasil e determinam os princípios políticos, éticos e estéticos para guiar as ações pedagógicas.

A garantia do acesso da criança ao conhecimento e aprendizagem, à proteção, à saúde, à liberdade, à confiança, ao respeito, à dignidade, à brincadeira, à convivência e à interação com outras crianças deve ser o principal objetivo das propostas pedagógicas na Educação Infantil.

Modelos para inspirar a Educação Infantil no Brasil

Estudos do economista James Heckman sobre os impactos da educação nos indivíduos destacam que a capacidade de uma criança aproveitar as chances no futuro a um custo reduzido é proporcional à atenção recebida por ela na sua infância.

Esse fato acontece devido o cérebro das crianças apresentarem alta capacidade de absorção e resposta aos estímulos.

Dessa forma, o Brasil poderia trabalhar melhor isso nas escolas como acontece em ações voltadas para a Educação Infantil em países como a Finlândia, Hungria e Rússia.

Veja os exemplos:

  • Finlândia: conhecido mundialmente por ter os alunos nas melhores posições do ranking de desempenho na educação, o sistema finlandês trabalha a educação acadêmica nas crianças desde os sete anos em creches e pré-escolas gratuitas oferecidas em horário integral.

Com um modelo que utiliza de jogos e brincadeiras como método de ensino, as crianças desenvolvem habilidades de interação social e competências relacionadas a linguagem e matemática.

  • Rússia: aplicada tanto no ambiente doméstico quanto nas pré-escolas, a Educação Infantil na Rússia pode ser realizada na residência familiar ou em grupos privados que atuam com estruturas chamadas de homeschooling, um método de ensino que busca oferecer um ambiente diferenciado de aprendizagem do que é apresentado nas escolas.

Com foco nas habilidades físicas, sociais e intelectuais de matemática e linguagem, as pré-escolas russas atendem em horário integral as crianças de até sete anos. Ao finalizar o período no local elas tem a possibilidade de ter acesso ao primário conforme o desenvolvimento dela.

  • Hungria: as crianças têm acesso ao ensino desde a primeira infância e a educação pública é obrigatória dos 5 aos 19 anos. A primeira etapa é dividida entre creches, atendem recém- nascidos até crianças de 3 anos, e escolas de Educação Infantil, tem como público crianças de até 7 anos.

A avaliação das crianças no final do período pré-escolar é o diferencial do ensino húngaro. São analisados a maturidade e o desenvolvimento do aluno e se for constatado que ele não está preparado para o primário, a criança permanece na pré-escola por mais um ano.

O que achou dessas inspirações? Acha que é possível que o Brasil adote modelos desse tipo para melhorar a Educação Infantil? Inspire-se e deixe seus comentários. Eles são sempre bem-vindos!


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